terça-feira, 1 de julho de 2014

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Poucas coisas tão te emocionando; a tua comida predileta te faz feliz, mas nem tanto; às vezes tu rir, mas te apontam o dedo e falam: "sinto que tu é infeliz, tu é infeliz, né?" não, tu não é infeliz, nem sei por que te falam isso.
Já notei que tu sai a caminhar reparando nas pessoas; teus passos são leves; quando alguém lê teu pensamento, dá pra ver que teu olhar muda; tu acredita que ainda existe gente que não seja indiferente; aliás, eu sei de todas as tuas fugas; o teu escape é a poesia; porque tu sabe que ela, a poesia, é fria ou quente; e puta que pariu! tu entende isso! Mas, antes de dormir, tu lembra do que disseram: "poesia, no teu caso, não põe mesa" tá sussa, ela não pode por, mas te conforta.
Sabe, moça, quero te proteger; aqui, do lado de fora, o mundo caga pra o que tu pensa e sente; mas não te engana; vai ver eu seja assim também; não sou tipo decente; e talvez tu me odeie por isso; mas antes disso, vem cá, senta aqui, vem ler isso; e depois me diz, se tudo que fiz, coincide; se sim, não precisa mais ir; te prometo ser das poucas coisas que ainda te emocionam.

in my veins

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