Sinto meus ossos mais sensíveis
Às vezes minhas pernas não obedecem ao comando
Às vezes calculo mal os degraus e
Minha memória não funciona como antes
Mas ainda confio que você possa chegar
Pra que eu tenha outra oportunidade de perguntar como foi seu dia
Sobre as últimas notícias
Se você comprou a ração dos gatos
E qual foi sua última refeição
Eu te espero sentada na varanda na esperança
De você enrolar meu baseado, pois eu nunca aprendi
Na maioria das vezes me sinto inapta
Minhas mãos ficam trêmulas, por isso
Eu te almejo como um paciente almeja a cura do câncer no pâncreas
Como um suicida que vê na morte a solução
Pros problemas e pensa num possível céu apenas
Pras almas que foram capazes de entender seu limite
Eu te quero, porque a saudade que sinto é como
Se arrancasse lentamente os dentes que ainda
Me falta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário