A cobradora do ônibus talvez não saiba, mas toda que volto pra casa, sinto uma puta inveja do local onde ela senta. Por trás dela existe um por do sol. E como quem pede pra ser visto, ele (o sol), se esconde devagarzinho.
O dia maçante fica exposto no rosto. Uns escondem e dormem. Todo mundo só quer logo chegar, ninguém parece se importar pro "tô vazando" que o sol insiste dar. Ninguém repara no anoitecer. Talvez tudo já esteja farto do mesmo caminho. E como quem sente vergonha por ser ignorado, o sol espalha uma vermelhidão pelo horizonte.
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