quinta-feira, 8 de maio de 2014

05

Tu e eu devíamos fazer um trato. Tenho reparado que tu tá triste, dai quero te ajudar. A gente faz assim: te dou remédio sempre que precisar, roupas limpas, cobertas limpas e uma história bem real que posso contar. Ah, caso sofra de amor, posso te curar também. Empresto minha atenção, meus ouvidos, meu ombro, e, caso queira, minha mãos também, sim, te faço massagem. Mas isso tudo é só uma semana. Assim que acabar, nunca nos vimos. Só me promete que não vai me perguntar nada. Eu quem pergunto. Entendeu? Prometa outra coisa, nada de conversas sobre coisas chatas. Só quero semear ideias contigo, falar bobagens, rir de tanto chorar, e, depois, chorar de tanto rir, comer porcarias, almoçar na hora do lanche, tomar café no almoço, beber o que tu quiser, jantar macarronada ou não jantar. Assistir sacanagens, falar sacanagens, fazer sacanagens...
E, quando eu for embora, só quero mais uma coisa de ti: quanto tu se apaixonar de novo, por favor, não peça demais. Não queira nada em troca. Não sufoque, afinal, amor não é escambo, apenas ame.

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