terça-feira, 27 de setembro de 2016

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O amor que sinto por você ainda está entranhado nas minhas vísceras. Não há dorflex que amenize a dor de saber que a gente nunca será um casal. Há três anos alimento um bicho no meu peito que nas noites mais quentes ele acorda gemendo e falando que eu poderia ser feliz contigo. Que eu poderia arrumar minhas malas e cruzar o país pra te ver e dizer que Sim, o amor existe e ele não dói.Sabe, você foi a única que virou poesia. Só você me faz acordar na madrugada com tesão de fazer o melhor poema já escrito e depois enviar pelo whatsapp pra na hora que você acordar você ler e eu deixar teu dia minimamente alegre. Há três anos sonho contigo. Há três anos a tua última visualização no whatsapp é a última coisa que vejo antes de dormir. Há três anos você é a única inspiração pra minha literatura que fede a suicídio...
Eu te amo muito, mas só te disse isso uma vez quando eu tava levemente bêbada "comemorando" meu aniversário de 23 anos. Naquele mesmo dia eu fiquei sozinha no meu quarto e, antes de dormir, eu chorei baixinho e pedi pro destino não tropeçar enquanto eu faço planos pra te ver. Quero pelo menos uma vez quero ver teus traços de perto, teu cabelo cacheado e volumoso, tuas dobrinhas que você tanto implica, teu sorriso e o desenho do meu fusca que há três anos você me promete. Você não sabe, mas você é a coisa mais incrível que me aconteceu. Minha vontade é de escancarar em todos os canais de televisão o quanto o meu amor é grande por você. E ele quer foder com os nossos corações os mais rápido possível. Mas há três anos eu seguro tudo isso no peito. Então tem hora que eu bebo pra afogá-lo na esperança que esse bicho morra ali, quietinho, após um porre.

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