segunda-feira, 3 de julho de 2017

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Ainda lembro o último dia que nos falamos. Desde então minha vida tem tomado rumos estranhos. O álcool, agora, tem me deixado depressiva. Toda vez que bebo passo dias tendo pesadelos toda noite e, sempre fico assim, tento o máximo ficar acordada porque há uma impressão que se eu dormir a morte virá. Existe uma impressão também que o suicídio não faz mais tanto sentido. Que se eu me matar, estarei acabando a possibilidade de cruzar o país pra te ver. Talvez essa minha ‘vontade’ de existir seja por conta dessa saudade que todo dia sinto sua, porque desde o dia que você decidiu sumir, há uma luz tentando reaparecer sempre que uma crise depressiva vem e tenta me levar pro buraco. Essa luz, que me mantém, soa como uma esperança distante de um dia eu perguntar novamente se está tudo bem e se eu posso enviar outro poema.


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