Tenho andado em paz. Sim, às vezes sinto o cheiro da sua boceta entre meus dedos e bate aquela saudade de quando trepávamos num sábado de tarde. Naquela época eu era feliz. Gostava de sentir você gozando entre meus dedos ou na minha boca. Gostava de te ver estremecendo na cama enquanto seus olhos, fechados, me diziam que aquela tinha sido uma gozada sensacional. Você coloria meus fins de semana, porque você sabia que o domingo é o dia que dá pra ouvir o espírito da morte sussurrando no teu ouvido e te chamando pra pular da ponte ou dar um tiro nos miolos. Porém, desde o dia que você partiu, tenho feito poemas que levam teu nome. Esses poemas, meu bem, estão me libertando de você. A cada dia escrevo um texto diferente falando sobre a tristeza que sinto de não te ver mais do outro lado da cama. E cada linha sobre você é como se eu tivesse te soltando aos poucos. Eu faço isso pensando em nós, porque eu sei que você quer se livrar de mim também. Um poeta e amigo manauara uma vez disse "a escrita é libertadora". E sim, ela liberta. Por isso vou escrever sobre essa saudade até o último fio que ainda restar de você no meu peito.
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