Cheguei e me sentei numa varanda pequena e cheia de flores. Nunca me
importei pra flores. Então abri um latão de kaiser e fiquei lendo um livro de Nicanor
Parra que estava numa mesinha. Nicanor era seu poeta preferido. Ela estava na
cozinha fritando salsicha pra gente comer entre um gole e outro. Eu bebia
lentamente. A cerveja esquentava. Passaram-se vinte minutos e finalmente ela
veio e puxou a cadeira pra mais perto e um silêncio enternecedor tomou conta. Fechei
o livro e peguei mais uma cerveja. Ela enrolava um baseado. Perguntei se
aceitava um gole, “agora não, depois” respondeu. Mais um longo silêncio. Ela
decidiu perguntar pelo meu pai, se eu já havia feito as pazes com ele, eu
respondi "sim". Decidi acariciar suas mãos. Ela me respondeu com um
beijo. Ficamos ali por umas três horas conversando, bebendo e fumando. A
cerveja já estava quase no fim. Resolvemos ir pro quarto. No meio do caminho
não havia mais roupas. Estávamos despidas. A sua boceta era grande e estava
completamente molhada. A minha também. Ela me pediu que a chupasse. Engoli
tudo. Era excitante vê-la com boca semi-aberta e falando sacanagens. A cada
palavra dita era estímulo pra eu continuar até o último segundo. Então ela
gozou. Suas pernas ficaram mais relaxadas e seus olhos estavam fechados. Seu
corpo reagia de uma forma como se aquilo tudo fosse uma novidade. E era. Depois
ela me confessou que era casada com um imbecil que não a chupava por nojo. Comecei
a beijá-la pelo corpo até chegar em seus seios duros e negros. Chupei
lentamente cada um. Ela sorriu e disse "o que foi isso?", "não
sei" eu respondi. Trepamos a tarde toda. Era final de agosto de dois mil e
dezessete. Mais uma trepada no ano com uma mulher maravilhosa que nem sabia que
ia virar poesia depois.
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