sexta-feira, 25 de agosto de 2017

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Cheguei e me sentei numa varanda pequena e cheia de flores. Nunca me importei pra flores. Então abri um latão de kaiser e fiquei lendo um livro de Nicanor Parra que estava numa mesinha. Nicanor era seu poeta preferido. Ela estava na cozinha fritando salsicha pra gente comer entre um gole e outro. Eu bebia lentamente. A cerveja esquentava. Passaram-se vinte minutos e finalmente ela veio e puxou a cadeira pra mais perto e um silêncio enternecedor tomou conta. Fechei o livro e peguei mais uma cerveja. Ela enrolava um baseado. Perguntei se aceitava um gole, “agora não, depois” respondeu. Mais um longo silêncio. Ela decidiu perguntar pelo meu pai, se eu já havia feito as pazes com ele, eu respondi "sim". Decidi acariciar suas mãos. Ela me respondeu com um beijo. Ficamos ali por umas três horas conversando, bebendo e fumando. A cerveja já estava quase no fim. Resolvemos ir pro quarto. No meio do caminho não havia mais roupas. Estávamos despidas. A sua boceta era grande e estava completamente molhada. A minha também. Ela me pediu que a chupasse. Engoli tudo. Era excitante vê-la com boca semi-aberta e falando sacanagens. A cada palavra dita era estímulo pra eu continuar até o último segundo. Então ela gozou. Suas pernas ficaram mais relaxadas e seus olhos estavam fechados. Seu corpo reagia de uma forma como se aquilo tudo fosse uma novidade. E era. Depois ela me confessou que era casada com um imbecil que não a chupava por nojo. Comecei a beijá-la pelo corpo até chegar em seus seios duros e negros. Chupei lentamente cada um. Ela sorriu e disse "o que foi isso?", "não sei" eu respondi. Trepamos a tarde toda. Era final de agosto de dois mil e dezessete. Mais uma trepada no ano com uma mulher maravilhosa que nem sabia que ia virar poesia depois.

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