à bruna
Não conheço teus olhos
Não sei em qual direção eles fixam quando a esperança no mundo e nos teus pais acaba
Não sei a cor que eles ficam quando após dez cervejas você começa a lembrar de São Luís com o peito carregado de saudade
Não conheço teus olhos, mas
Sou capaz de reconhecê-los quando caminho pelo cais e vejo o rio Tocantins reluzir teu olhar num pôr do sol triste, enquanto em outro lugar da cidade você caminha com tua câmera fotográfica procurando teu melhor ângulo
Talvez daqui trinta anos um possível filho meu pergunte sobre o Rio
Talvez eu sinta vergonha e não saiba responder, ou
Talvez eu responda que um dia teus olhos foram capazes de salvar um rio inteiro.
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