quinta-feira, 21 de setembro de 2017

116

tenho feitos vários poemas com o teu nome no final
tenho jogado fora todos eles, porque
uma vez me disseram que uma mulher sente náuseas
quando descobre que existe alguém criando versos
medíocres pensando nela


na última noite eu acordei sozinha na xv de novembro
segurando um cartaz que dizia
"não preciso de cura"
talvez eu estivesse bêbada demais pra protestar e
dizer que a amo


no alto, o sol saía e iluminava as árvores
no meu peito, o peso
de saber que os teus olhos nunca mais lerão
os poemas que sempre escrevo
com teu nome assinado
no fim.

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