Não sei segurar devidamente um cigarro. Não sei o que fazer depois que ele termina. Existe uma ilusão de que enquanto há um cigarro aceso entre meus dedos, há também uma possibilidade de que as coisas comecem a tomar uma espécie de urgência. As pessoas. O amor não retribuído. O ônibus. O gato esfomeado entre as caixas de lixo. Tudo isso começa a soar com certa pressa. E é o que me prende. Não tenho interesse em sentir o tempo passando devagar. É obscuro. É lamentável.
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