Já sabemos tudo sobre os dias. Não há nenhuma surpresa que consiga sanar essa mágoa que cultivamos toda vez que o sol se põe. Continuamos a cruzar as ruas em silêncio e os carros rasgam as avenidas enquanto alguém encosta sob a sombra de um alpendre pra acender seu cigarro. Os gatos persistem entre os muros. É domingo e não tem ninguém sentado nos bancos da praça. As portas estão trancadas. Existe apenas uma luz acesa no prédio. O desespero piora e talvez devêssemos sumir junto com essa poeira que varre toda a cidade nesse domingo atroz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário