No último sábado tentei
inutilmente me enforcar. A vida tem me enchido o saco nos últimos quatro anos.
Crises depressivas. Drogas. Álcool. Livros e mais livros. Costumo dizer que a existência
é um cu melado de bosta e não há papel higiênico eficiente que consiga limpar
essa merda. E o mundo deve ser uma lagoa de fezes
onde você tem que aprender a nadar logo, senão você engole tudo que é porcaria.
Engole calada. Sem choro. E você vive. Sobrevive. Acorda cedo pra pegar o ônibus
que sempre atrasa. Bate o cartão. Torce logo pela sexta feira pra poder beber
em paz. Às vezes escreve. Você lê e percebe que tudo que sai só são coisas
depressivas. Não escreve um poema que preste. Não tem ninguém pra inspirar
coisas bonitas. Todos os amores foram experiências ruins. A última, por exemplo,
te traiu com a ex. É pesado demais a lembrança e o cheiro da boceta dela que impregnou
nas tuas mãos. Talvez todas essas coisas melhorassem a tua literatura. Talvez
você seja burro demais pra tentar tirar algo disso. Mas você escreve.
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