ainda lembro
Enquanto bebíamos você sussurrou baixinho dizendo
“casa comigo?” e eu, bêbada como sempre, fiquei sem reação
achando que tudo aquilo era alucinação
Já estávamos na décima sexta cerveja, lembro bem
Após essa quantidade de álcool qualquer frase proferida não se deve ser levada a sério, convenhamos
Mas havia verdade nos teus lábios
Você me dizia que era casada e que seu marido não sentia ciúmes
E eu, estupidamente, dizia “meu amor, sou egoísta demais, gosto de comer qualquer coisa sozinha”
Você sorria e falava “na cama a gente se resolve, baby"
As juras continuavam
Você me prometia uma vida melhor em Manaus
Que lá compraríamos uma casa de taipa, onde atrás correria um igarapé e que seríamos felizes
Você não sabe, mas eu já me sentia feliz enquanto conversava contigo
Então comecei a virar cada vez mais rápido o copo
Você pedia outra cerveja e se entristecia na mesma intensidade
do meu porre
O silêncio tomou conta e o cigarro virou teu companheiro fiel
E foi aí que decidi que era hora de partir
Te chamei pra ir embora comigo, nós fomos
Você cochilava nos meus braços enquanto eu falava com voz de bêbada que era contigo que eu queria estar quando a morte viesse me buscar vestida de cetim
Mas já era tarde
Você já tinha se decepcionado demais
Você dormiu e eu também
Quando o sol veio socar minha cara e após alguns vômitos me veio a lucidez e que talvez tudo não passou de mais uma dessas minhas alucinações.
Enquanto bebíamos você sussurrou baixinho dizendo
“casa comigo?” e eu, bêbada como sempre, fiquei sem reação
achando que tudo aquilo era alucinação
Já estávamos na décima sexta cerveja, lembro bem
Após essa quantidade de álcool qualquer frase proferida não se deve ser levada a sério, convenhamos
Mas havia verdade nos teus lábios
Você me dizia que era casada e que seu marido não sentia ciúmes
E eu, estupidamente, dizia “meu amor, sou egoísta demais, gosto de comer qualquer coisa sozinha”
Você sorria e falava “na cama a gente se resolve, baby"
As juras continuavam
Você me prometia uma vida melhor em Manaus
Que lá compraríamos uma casa de taipa, onde atrás correria um igarapé e que seríamos felizes
Você não sabe, mas eu já me sentia feliz enquanto conversava contigo
Então comecei a virar cada vez mais rápido o copo
Você pedia outra cerveja e se entristecia na mesma intensidade
do meu porre
O silêncio tomou conta e o cigarro virou teu companheiro fiel
E foi aí que decidi que era hora de partir
Te chamei pra ir embora comigo, nós fomos
Você cochilava nos meus braços enquanto eu falava com voz de bêbada que era contigo que eu queria estar quando a morte viesse me buscar vestida de cetim
Mas já era tarde
Você já tinha se decepcionado demais
Você dormiu e eu também
Quando o sol veio socar minha cara e após alguns vômitos me veio a lucidez e que talvez tudo não passou de mais uma dessas minhas alucinações.
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