Nos perdemos naquele instante do teu último trago no cigarro. Ainda era dia, mas ficou impossível identificar teu rosto em meio a tanta fumaça e frustração. Tuas rugas enquanto tu sorri me diziam que há três anos fomos felizes mesmo não existindo nada daquilo que sonhávamos. Nossos gatos haviam ido embora. As moscas pairavam entre uma panela e outra, ao mesmo tem que os carros lá foram buzinavam e alguém, sozinho, esperava pelo seu detestável ônibus. E entre esses hábitos junto com o cigarro e a fumaça é que eu pude entender que vagarosamente nós fuzilamos esse interesse que havia entre nós.
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