Era domingo. Há duas semanas eles não trepavam. Ele estava desempregado e a preocupação junto com a fome fez com que o pau não levantasse por um par de dias. Liza todas as noites ia lá e bolinava o pau de Sergio, e nada. Sua menstruação estava perto de vir. Sua buceta latejava de tanto tesão. Saíram pra comprar cigarro e cerveja. Quando voltaram, depois de algumas garrafas, Liza tentou mais uma vez. Dessa vez funcionou. Talvez porque fosse domingo. Não há motivos pra se preocupar num domingo. Tudo fechado. Todo mundo bêbado nas calçadas. Nenhum vizinho perto. Então ela começou chupá-lo enquanto embaixo sua buceta quente ficava cada vez mais úmida. O mormaço. O quarto úmido e abafado. O pau torto e cheio de veias de Sergio. Tudo isso deixava Liza com mais desejo. Ela havia sido criada em frente ao um salão de macumba. Quando adolescente a sua vizinha incorporou o João da Mata e o espírito dizia que o destino seria cruel com ela. Que todas as suas paixões seriam rasas e nenhum homem duraria mais de sete meses ao seu lado. E era verdade. Ninguém ficava. Pedro resistiu seis meses. Antônio cinco. Agora era Sergio. Os dois estavam juntos há quatro meses. Alguns gostavam de dizer o quanto sua buceta era carnuda e o quanto seu cu os deixava louco. Mas todos partiam aos domingos ou em algum feriado. Então os dois foram pro quarto. Lá Sergio colocou-a de quatro e começou a enfiar em ritmo acelerado no cu. Depois a fez chupar os resquícios de merda que escorriam pelo seu pau. Em seguida enfiou tudo na buceta. Ela gemia mordendo os lençóis. E ele socava. E socava. E ela gozava duas vezes a cada minuto. Os dois suavam. Tudo fedia. Logo Liza sentiu o jato quente escorrer dentro da sua buceta e gozou mais uma vez. Sergio, de olhos fechados, contorcia os dedos dos pés ao mesmo tempo em que tentava aproveitar aqueles segundos de paz. Finalmente uma trepada digna num domingo penoso. Na semana seguinte faria cinco meses com Sergio, lembrou. Só restaria mais dois meses e ele com certeza iria sumir, assim como os outros. Ela sabia disso, e não reclamava. João da Mata nunca mentiu, a vizinha dizia. Essa era a sua sina e teria que aprender a conviver. É foda amar esses filhos da puta e depois acabar sozinha na cama, dizia a si mesma toda manhã. Anoitecia. Comeram um pacote de biscoito na cama. Sergio caiu como um morto pro lado e dormiu. Liza levantou-se e acendeu o último cigarro. Dessa vez faria diferente. João da Mata que tomasse no cu, pensou. Juntou seus trapos e olhou pela última vez pro pau de Sergio, que exalava o cheiro da sua buceta no quarto. Chegou mais próximo e deu-lhe um beijo na testa. Olhou novamente pra aquele pau capaz de fazê-la gozar a noite toda. Largou os trapos no chão. Foi na cozinha e com um único golpe de faca na barriga ela desfaleceu ali mesmo no chão frio e sujo. Sergio não acordou com os grunhidos. Ninguém de fora também ouviu. Era domingo, e tudo persistiria triste.
Nenhum comentário:
Postar um comentário